A VERDADE sobre Maria na BÍBLIA | Filosofia do Natal
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Top Comments (10)
"Eu me considero católica" pra começar já errou ai, pois não é um mero sentimento
Boa noite!!! Conhecendo bem o convidado, o grande professor Guilherme, sugeriria uma pequenina alteração na thumb, porque entendo que talvez um título assim seria chamativo, mas conhecendo bem a posição católica do professor essa thumb não condiz em nada com a posição e opinião do professor. Então, para manter a curiosidade e hype para o vídeo, muito bom por sinal, mas sem prejudicar tanto a visão sobre o convidado, poderia ao menos colocar um ponto de interrogação no final... É apenas uma sugestão.
Recomendo ler: O catecismo da igreja católica.
O Credo Niceno-constantinopolitano já apresenta a base de toda a Fé católica.
Mais um ano e esse casal se converte! Qualquer pessoa intelectualmente honesta, estudando da forma que ele (Bruno) estuda, se converte! 🎉🎉🎉
Viva a Bem-aventurada e sempre Virgem Maria, a Santa Mãe de Deus ❤🎉 "De onde me vem a honra de receber a Mãe do meu Senhor?" (Lucas 1,43) Meu Senhor e meu Deus! (João 20,28). O Verbo era Deus e se fez carne e habitou entre nós (João 1). ❤❤❤
É lindo ver o Espírito Santo usando o Guilherme!
Bruno, quanto a essa dúvida, tem um ponto que gostaria de compartilhar e espero que possa ajudar como me ajudou. Na teologia cristã, o termo “Filho” deve ser compreendido como a palavra humana mais próxima de que dispomos para expressar a relação eterna entre Jesus Cristo e Deus Pai, mas não como uma palavra adequada em sentido pleno. Se tivéssemos acesso à linguagem própria de Deus — isto é, a uma linguagem proporcional à sua realidade íntima — o termo empregado seria outro, um que simplesmente não conhecemos. Essa limitação não enfraquece a fé cristã nem relativiza a divindade de Cristo; ao contrário, protege o mistério e impede que ele seja reduzido às categorias da experiência criada. Esse raciocínio é teologicamente sólido porque corresponde a uma tensão que a tradição cristã sempre sustentou simultaneamente: Deus realmente se revela e não permanece em silêncio absoluto; a linguagem humana, contudo, é analógica, capaz de dizer algo verdadeiro sobre Deus, mas jamais de forma exaustiva; e a realidade divina ultrapassa todo conceito criado. Como sintetiza com precisão Santo Tomás de Aquino, tudo o que dizemos de Deus é verdadeiro, mas nenhum conceito é capaz de compreendê-Lo tal como Ele é. Assim, quando a fé cristã afirma que Jesus é o Filho, não está dizendo algo falso, nem empregando o termo em sentido literal humano, nem pretendendo esgotar a realidade eterna do Verbo. O nome é verdadeiro porque foi revelado, mas é insuficiente porque pertence à ordem da linguagem criada. Ele aponta para uma realidade que o ultrapassa. É importante notar, contudo, que isso não significa tratar “Filho” como uma metáfora vazia ou um título arbitrário que poderia ser livremente substituído. Trata-se, antes, do termo revelado mais elevado disponível à mente humana para indicar uma relação real e eterna em Deus, ainda que essa relação, em sua plenitude ontológica, ultrapasse completamente a categoria de filiação tal como a conhecemos. É exatamente isso que os Padres da Igreja quiseram preservar ao falar da geração do Filho como “sem paixão, sem divisão e sem tempo”. Dito de forma lapidada: o termo “Filho” é a expressão humana mais alta que possuímos para indicar a relação eterna entre Jesus Cristo e o Pai. Ele é verdadeiro porque revelado, mas insuficiente porque humano. A realidade que designa excede a noção criada de filiação, de modo que, se houvesse uma linguagem proporcional à vida íntima de Deus, ela não coincidiria com nenhuma palavra que conhecemos. Em termos ainda mais simples: Jesus é chamado Filho porque não temos palavra melhor — mas Ele é mais do que “filho” no sentido que somos capazes de conceber. Essa compreensão tem grande força no debate teológico, pois dissolve a objeção de que “filho implica inferioridade” sem recorrer ao racionalismo, preserva integralmente o dogma niceno da consubstancialidade e educa a inteligência da fé para o mistério, não para a confusão. Na experiência humana: pai vem antes do filho, o pai é fonte biológica, o filho é posterior e dependente. Mas Deus não é um ser biológico, nem está sujeito ao tempo. O que a fé cristã afirma: A filiação de Cristo é: eterna, não temporal, ontológica, não biológica, relacional, não hierárquica. Por isso a Igreja sempre ensinou: O Filho é gerado, não criado. Não há “antes” e “depois” em Deus. Pai e Filho possuem a mesma natureza divina. 📜 João 1,1: “O Verbo era Deus.” 📜 João 10,30: “Eu e o Pai somos um.” 📜 Filipenses 2,6: “não considerou como usurpação o ser igual a Deus.” Por fim, chamamos Jesus de Filho não porque isso diga tudo, mas porque não temos palavra melhor e porque Deus quis que fosse assim. Espero ter contribuído. Grande abraço pra família.
O Bruno tem um insights legais pra conduzir os podcasts. Gosto disso.
Deus viu que era bom ter uma mãe, que até Deus quis ter uma.
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"Eu me considero católica" pra começar já errou ai, pois não é um mero sentimento
Boa noite!!! Conhecendo bem o convidado, o grande professor Guilherme, sugeriria uma pequenina alteração na thumb, porque entendo que talvez um título assim seria chamativo, mas conhecendo bem a posição católica do professor essa thumb não condiz em nada com a posição e opinião do professor. Então, para manter a curiosidade e hype para o vídeo, muito bom por sinal, mas sem prejudicar tanto a visão sobre o convidado, poderia ao menos colocar um ponto de interrogação no final... É apenas uma sugestão.
Recomendo ler: O catecismo da igreja católica.
O Credo Niceno-constantinopolitano já apresenta a base de toda a Fé católica.
Mais um ano e esse casal se converte! Qualquer pessoa intelectualmente honesta, estudando da forma que ele (Bruno) estuda, se converte! 🎉🎉🎉
Viva a Bem-aventurada e sempre Virgem Maria, a Santa Mãe de Deus ❤🎉 "De onde me vem a honra de receber a Mãe do meu Senhor?" (Lucas 1,43) Meu Senhor e meu Deus! (João 20,28). O Verbo era Deus e se fez carne e habitou entre nós (João 1). ❤❤❤
É lindo ver o Espírito Santo usando o Guilherme!
Bruno, quanto a essa dúvida, tem um ponto que gostaria de compartilhar e espero que possa ajudar como me ajudou. Na teologia cristã, o termo “Filho” deve ser compreendido como a palavra humana mais próxima de que dispomos para expressar a relação eterna entre Jesus Cristo e Deus Pai, mas não como uma palavra adequada em sentido pleno. Se tivéssemos acesso à linguagem própria de Deus — isto é, a uma linguagem proporcional à sua realidade íntima — o termo empregado seria outro, um que simplesmente não conhecemos. Essa limitação não enfraquece a fé cristã nem relativiza a divindade de Cristo; ao contrário, protege o mistério e impede que ele seja reduzido às categorias da experiência criada. Esse raciocínio é teologicamente sólido porque corresponde a uma tensão que a tradição cristã sempre sustentou simultaneamente: Deus realmente se revela e não permanece em silêncio absoluto; a linguagem humana, contudo, é analógica, capaz de dizer algo verdadeiro sobre Deus, mas jamais de forma exaustiva; e a realidade divina ultrapassa todo conceito criado. Como sintetiza com precisão Santo Tomás de Aquino, tudo o que dizemos de Deus é verdadeiro, mas nenhum conceito é capaz de compreendê-Lo tal como Ele é. Assim, quando a fé cristã afirma que Jesus é o Filho, não está dizendo algo falso, nem empregando o termo em sentido literal humano, nem pretendendo esgotar a realidade eterna do Verbo. O nome é verdadeiro porque foi revelado, mas é insuficiente porque pertence à ordem da linguagem criada. Ele aponta para uma realidade que o ultrapassa. É importante notar, contudo, que isso não significa tratar “Filho” como uma metáfora vazia ou um título arbitrário que poderia ser livremente substituído. Trata-se, antes, do termo revelado mais elevado disponível à mente humana para indicar uma relação real e eterna em Deus, ainda que essa relação, em sua plenitude ontológica, ultrapasse completamente a categoria de filiação tal como a conhecemos. É exatamente isso que os Padres da Igreja quiseram preservar ao falar da geração do Filho como “sem paixão, sem divisão e sem tempo”. Dito de forma lapidada: o termo “Filho” é a expressão humana mais alta que possuímos para indicar a relação eterna entre Jesus Cristo e o Pai. Ele é verdadeiro porque revelado, mas insuficiente porque humano. A realidade que designa excede a noção criada de filiação, de modo que, se houvesse uma linguagem proporcional à vida íntima de Deus, ela não coincidiria com nenhuma palavra que conhecemos. Em termos ainda mais simples: Jesus é chamado Filho porque não temos palavra melhor — mas Ele é mais do que “filho” no sentido que somos capazes de conceber. Essa compreensão tem grande força no debate teológico, pois dissolve a objeção de que “filho implica inferioridade” sem recorrer ao racionalismo, preserva integralmente o dogma niceno da consubstancialidade e educa a inteligência da fé para o mistério, não para a confusão. Na experiência humana: pai vem antes do filho, o pai é fonte biológica, o filho é posterior e dependente. Mas Deus não é um ser biológico, nem está sujeito ao tempo. O que a fé cristã afirma: A filiação de Cristo é: eterna, não temporal, ontológica, não biológica, relacional, não hierárquica. Por isso a Igreja sempre ensinou: O Filho é gerado, não criado. Não há “antes” e “depois” em Deus. Pai e Filho possuem a mesma natureza divina. 📜 João 1,1: “O Verbo era Deus.” 📜 João 10,30: “Eu e o Pai somos um.” 📜 Filipenses 2,6: “não considerou como usurpação o ser igual a Deus.” Por fim, chamamos Jesus de Filho não porque isso diga tudo, mas porque não temos palavra melhor e porque Deus quis que fosse assim. Espero ter contribuído. Grande abraço pra família.
O Bruno tem um insights legais pra conduzir os podcasts. Gosto disso.
Deus viu que era bom ter uma mãe, que até Deus quis ter uma.